A volta do Beribéri
Beribéri é uma palavra senegalesa que significa fraqueza extrema. É uma polineurite específica que ocorre de forma endêmica na parte oriental e sul da Ásia e, esporadicamente em outras partes do mundo sem referência ao clima, prevalecendo onde exista inanição ou fome . Nas Américas, atualmente, é muito rara, mesmo em alcoólatras.
Durante o período pós-operatório inicial você teve problemas com vômitos? Ou, por não estar com fome você deixou de fazer algumas refeições? Você esqueceu de usar seus suplementos vitamínicos no pós-operatório?
Para os pacientes de cirurgia bariátrica que vomitam freqüentemente e aqueles que têm dificuldade de comer e não usam suplementos vitamínicos, existe o risco raro, mas ocasional, de deficiência de tiamina. A tiamina é uma das vitaminas do complexo B, conhecida como a vitamina B1, e é importante para ajudar na conversão de carboidratos e gorduras em energia necessária para todas as funções orgânicas.
A doença causada pela deficiência da tiamina é conhecida como beribéri. Beribéri é também chamada a "doença do manco" porque indivíduos com este problema perdem freqüentemente a capacidade de andar e podem mesmo sofrer de lesão cerebral permanente ou desenvolver insuficiência cardíaca e morrer.
Existem duas formas principais de beribéri, a seca e a úmida. A seca, ou forma paraplégica, é a forma da doença que afeta o sistema nervoso, geralmente causando dor nas pernas (e as vezes nos braços), cãibras musculares nos braços e pernas e paralisia das extremidades inferiores. Estágios avançados da forma seca da doença podem resultar em confusão mental, desorientação, perda da memória, coma e morte, uma condição conhecida como Síndrome Wernicke/Korsakoff.
O beribéri úmido ou edematoso é a forma na qual ocorre insuficiência cardíaca congestiva além da neuropatia periférica, aparece quando a deficiência de vitamina B1 afeta o coração e o sistema circulatório causando um aumento do coração, taquicardia, congestão, dificuldade de respirar, edema nas pernas e pés e insuficiência cardíaca congestiva. Esta forma da doença é extremamente perigosa e é a principal causa de morte em indivíduos
com déficit de tiamina.
Os médicos geralmente falham ao diagnosticar beribéri. Isso ocorre porque a vitamina B1 é atualmente adicionada a cereais, pães, farelo de arroz e outros produtos alimentares para prevenir sua ocorrência. Portanto, a doença, hoje é muito rara em países industrializados, e muitos médicos nunca viram um caso de beribéri.
O beribéri não costumava ser rara. Na verdade, a doença era extremamente comum entre asiáticos por séculos. Uma primeira discrição dessa doença foi feita em 2695 AC (Antes de Cristo), mas só foi determinado como causa de alguma deficiência dietética no início do século 20 quando se reconheceu que indivíduos com a doença consumiam uma dieta que continha unicamente arroz branco ou sem casca.
A tiamina é encontrada na casca do arroz e quando ele é beneficiado para produzir o arroz branco, a casca externa é desprezada. Hoje o arroz branco é geralmente enriquecido com
vitamina B1 e outras vitaminas do complexo B em países, tais como Japão e China , onde o arroz é o principal componente da dieta. Ainda hoje existem áreas remotas e muito pobres da Indonésia onde o beribéri permanece comum com taxas de prevalência que chegam a 65% da população.
Na Europa e na América o déficit de tiamina geralmente resulta de alcoolismo crônico. O uso freqüente do álcool reduz a absorção de vitaminas do complexo B incluindo a tiamina. Outras condições que causam deficiências de vitamina do complexo B incluem: uma dieta rica em açúcar e carboidratos refinados, uso regular de diuréticos, doenças disabsortivas, vômitos crônicos ou dietas de muito baixa caloria.
Dieta de baixa caloria, deficiências nutricionais e disabsorção podem ocorrem com a cirurgia bariátrica causando déficit de tiamina e beribéri. A tiamina é absorvida na segunda porção do intestino delgado conhecido como jejuno. Com certos procedimentos cirúrgicos, tais como o By Pass Gástrico tipo Fobi-Capella, cirurgia de Scopinaro e Duodenal Switch, uma parte do ou em algumas condições a maior parte do jejuno é excluído do trânsito alimentar o que pode causar, na ausência de suplementação vitamínica, deficiência de tiamina e outras vitaminas do complexo B .
Existem vários relatos de casos publicados de beribéri afetando o sistema nervoso (beribéri seca), em pacientes que tenham sido submetidos às cirurgias de By Pass Gástrico e derivação Bilio-pancreático. Existem também relatos de casos desta síndrome após cirurgias exclusivamente restritivas como a Gastroplastia Vertical Bandada (Cirurgia de Mason), Banda Gástrica e Balão Intragástrico. A síndrome de Wernicke/Korsacoff, como mencionado previamente é a lesão neurológica mais grave causada pela deficiência de tiamina. O cérebro usa glicose para produzir energia para funcionar e o déficit de tiamina prejudica a capacidade do
tecido de converter açúcar em energia. Sem energia, o cérebro pode perder a capacidade de funcionar normalmente ou até morrer. Além disto, o déficit de tiamina também produz vazamentos nos vasos que suprem de nutrientes e oxigênio o cérebro causando sangramento,
edema e inflamação, uma condição conhecida como síndrome de Wernicke. A síndrome de Wernicke leva ao estágio mais crônico de beribéri, conhecido como psicose de Korsacoff. Essa condição caracteriza-se por lapsos de memória, perda da memória para fatos recentes, defeito na capacidade de aprender, apatia e perda da motivação. A síndrome de Wernicke Korsacoff é reversível se a condição for reconhecida e tratada precocemente. Se a deficiência de tiamina permanecer sem tratamento por muito tempo, pode ocorrer lesão cerebral permanente assim como coma e morte.
A deficiência de tiamina após cirurgia bariátrica ocorre mais freqüentemente após episódios de vômitos freqüentes e, portanto um período de baixíssima ingestão alimentar. Esta condição,entretanto pode ocorrer também entre indivíduos que se abstêm de comer com objetivo de aumentar sua taxa de perda de peso e naqueles que não usam suplementos vitamínicos pós-cirúrgicos.
O "beribéri bariátrico" geralmente ocorre nos primeiros meses pós-operatórios e quando a ingestão calórica está no seu nível mais baixo. Entretanto existem relatos da doença em pacientes com um ano ou mais de operados.
Como tratar ou prevenir esse sério problema? Primeiro é importante ingerir o suplemento de minerais e vitaminas diariamente após a cirurgia que contenham no mínimo 100% da RDA para tiamina e outras vitaminas do complexo B. Segundo, qualquer episódio de vômito deverá ser relatado ao seu médico e devem ser tomadas medidas para resolver essa condição. Terceiro, deve-se fazer todo o esforço para ingerir três refeições por dia, mesmo que não haja fome. E
finalmente, é importante conhecer os sinais e sintomas precoces e tardios do beribéri bariátrico.
Os sintomas iniciais da deficiência de tiamina podem incluir alguma perda da memória, fraqueza, enrijecimento e formigamento nas extremidades, particularmente ns pernas. Sem a reposição de tiamina pode haver maior! es lesões aos nervos nas pernas (e às vezes nos braços) causando atrofia muscular (esgotamento muscular) e mesmo algum grau de paralisia. À noite, em particular, os pés podem parecer como estivessem queimando. Câimbras e dores musculares não são incomuns. Pode haver dificuldade de se levantar de uma posição agachada.
As formas mais sérias de lesão neurológica envolvem tonteira, desorientação e confusão sobre tempo e espaço. Pode ocorrer perda da memória para fatos recentes. Como mencionado previamente, essa condição, conhecida como síndrome de Wernicke/Korsacoff se não tratada precocemente, pode levar à lesão cerebral irreversível e mesmo a morte.
A insuficiência cardíaca é a causa mais comum de morte em indivíduos com beribéri. Os sintomas do beribéri úmida ou edematosa, isto é, a forma do beribéri que afeta o sistema circulatório, inclui taquicardia, con! gestão pulmonar, respiração dificultosa e edema nas
pernas e pés.
A beribéri é tratada através de suplementação de tiamina. A beribéri "seca" de leve a moderada ou problemas no sistema nervoso são tratados com altas doses de suplemento de tiamina (10 a 30 mg diariamente), além de outras vitaminas do complexo B, até que os sintomas desapareçam.A suplementação deve ser acompanhada de uma dieta rica em tiamina.
E quais alimentos são fonte de tiamina? Carne de porco, fígado, ostras, carne de vaca, feijões-de-lima, ervilhas, grãos integrais, cereais enriquecidos, arroz integral, gérmen de trigo e aveia. O álcool interfere na absorção de tiamina e deve ser evitado, assim como o açúcar e grãos refinados que não foram enriquecidos com vitaminas do complexo B.
Danos no sistema nervoso central (Síndrome de Wernicke/ Korsacoff) e problemas cardiovasculares (Beribéri úmida) são tratadas com injeções com altas doses de tiamina (100mg) de tiamina nas veias ou músculos. Após a administração dessas injeções, há a necessidade da administração de tiamina junto com outras vitaminas do complexo B e prescrição de uma dieta rica em tiamina.
Os sintomas da deficiência de tiamina, geralmente levam de algumas semanas a um ano para desaparecer, dependendo da gravidade do caso. Em alguns indivíduos há a necessidade de fisioterapia para melhorar o dano no sistema nervoso e desenvolver força muscular. Alguns indivíduos podem necessitar de injeções de tiamina para sempre a fim de evitar a recorrência de quadros de deficiência. E tem uma pequena porcentagem de indivíduos com danos cerebrais
irreversíveis que não conseguirão recuperar-se, tendo permanente perda de memória e dificuldade de aprendizado.
Como foi dito acima, o beribéri é uma condição séria que exige acompanhamento por toda a vida. A redução da ingestão alimentar com a presença de vômitos ou com a restrição imposta pela cirurgia podem causar deficiência de tiamina, responsável pela doença. Ingerir os suplementos e incluir em seu cardápio alimentos que sejam fonte de tiamina podem ajudar a evitar o quadro de deficiência. Se os sintomas de deficiência ocorrerem, procure seu cirurgião bariátrico imediatamente.
Dr.Orlando Pereira Faria
Cirurgião Bariátrico
Titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica
Delegado Regional da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica
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domingo, 2 de março de 2014
domingo, 9 de fevereiro de 2014
Vômitos após a cirurgia bariátrica, quais são os motivos?
Os vômitos no pós-operatório da cirurgia bariátrica (gastroplastia) não são muito comuns. Além disso, no primeiro mês de cirurgia de redução de estômago o paciente se alimenta apenas com líquidos, e em pequena quantidade, o que tornam os vômitos ainda menos possíveis.
O vômito também pode acontecer, quando o paciente ingere alimentos com muita rapidez, não segue a dieta apropriada, mastiga mal, ingere líquidos durante as refeições ou quando a quantidade de alimento ultrapassa o limite que cabe no novo estômago. Eles podem acontecer em fases distintas:
- Até um mês após a cirurgia de redução do estômago: se ocorrer vômitos nas primeiras semanas da cirurgia bariátrica é de extrema importância que o médico (cirurgião bariátrico) seja avisado pois, pode machucar a anastomose (costura) do estômago com o intestino, causando um edema (inchaço) e a passagem ficar mais estreita.
Caso ocorram estenoses da anastomose, podem ser necessárias endoscopias para realização de dilatações. Em outras palavras, a estenose é um estreitamento e a anastomose é uma parte da operação cirúrgica que promove a junção de duas partes do tubo digestivo, no caso, do estômago com o intestino.
Esse tipo de procedimento não tem nenhum perigo atualmente e os resultados são perduráveis, mesmo com apenas uma sessão. Alguns pacientes têm a necessidade de realizar mais de uma sessão com intervalos que podem variar.
- Dois meses após a cirurgia da obesidade: é a fase em que a ingestão de alimentos sólidos já pode ser efetuada. O paciente deve ficar atento com a mastigação e que tipo de alimento ingerir. Comer sempre devagar e o que o nutricionista orientou. Se vômitos vierem a acontecer, a regressão para a dieta da segunda semana deve ser feita para que não cause edema.
Para quem realizou a cirurgia Bypass em Y de Roux ou Fobi Capella com anel gástrico, os vômitos podem ser mais frequentes. Se houver o deslocamento do anel e o mesmo ficar torto no estômago, favorece ainda mais a provocação do vômito. Nesse caso, é necessária a realização de exames, pois se for comprovado esse deslocamento, ele deve ser retirado por cirurgia laparoscópica.
Em todo caso, é muito importante procurar o cirurgião bariátrico e um nutricionista em caso de algum sintoma fora do comum, ou mesmo se os vômitos se tornarem constantes. O acompanhamento do profissional na fase recuperação pós-cirurgia é imprescindível.
Equipe Dr. Thales Delmondes Galvão
segunda-feira, 21 de outubro de 2013
Risco de Insuficiência Renal após a cirurgia bariátrica
Infelizmente estou com uma amiga internada na UTI, ele fez a cirurgia no Sábado, e já na madrugada de Domingo ela foi internada na UTI, com muita falta de ar e os rins parou, agora ela esta fazendo diálise , Deus queira que isso seja passageiro e ela esteja bem logo. Então fui pesquisar o porque disso acontecer e vim compartilhar com vocês.
Giovana volta logo amiga, que Deus Nosso Senhor e Nossa Senhora Aparecida te cubra de bênçãos.
Risco de Insuficiência Renal
Um estudo publicado na revista médica “Cirurgia de obesidade e doenças associadas” em fevereiro de 2006 descobriu que a insuficiência renal aguda ocorreu em 2,3% dos pacientes após a cirurgia bariátrica. Destes pacientes, cerca de 15 por cento necessária diálise.
Quem está em risco de Insuficiência Renal?
Pacientes mais pesados (aqueles com um índice de massa corporal igual ou superior a 50) estão em maior risco de insuficiência renal após a cirurgia bariátrica. Pacientes com condições pré-existentes, como diabetes, hipertensão e doença renal também estão em maior risco.
Causas da insuficiência Renal após a cirurgia bariátrica
Insuficiência renal pode ocorrer após cirurgia bariátrica devido a um acúmulo de proteína nos rins. Insuficiência renal também pode ocorrer como resultado de pedras nos rins, que se desenvolvem em alguns pacientes após a cirurgia bariátrica.
Tratamento de Insuficiência Renal após a cirurgia bariátrica
Se ocorrer falha renal devido a um acúmulo de proteína nos rins, IV fluida terapia é muitas vezes suficiente para corrigir o problema. Em casos raros, a diálise é necessária. Se a insuficiência renal é causada por cálculos renais, Litotripsia Extracorpórea onda de choque pode ser usada para quebrar as pedras ou cirurgia pode ser necessária.
Reduzindo o risco de Insuficiência Renal
Porque os pacientes com um IMC de 50 ou acima estão em maior risco de insuficiência renal, pacientes mais pesados podem reduzir seu risco de perder algum peso antes de cirurgia. Ingestão adequado de líquidos podem ajudar a prevenir pedras nos rins após a cirurgia bariátrica.
sábado, 29 de junho de 2013
CUIDADO! Reganho de peso após a cirurgia bariátrica
Em uma palestra realizada no Hospital Brasília (Brasília-DF) pela nutricionista Dra. Silvia Leite Faria do dia 20/11/2012, foi abordado um tema de grande polêmica que é o “Reganho de peso após a cirurgia bariátrica”.
Normalmente, essa é uma preocupação que deveria ser “despertada” depois de 6 meses a 1 ano após a cirurgia, entretanto, é uma preocupação existente desde o 1° mês. O que é um absurdo, pois é algo IMPOSSÍVEL nesse período.
- Beliscos: Normalmente uma pessoa que belisca, tende a engordar novamente, pois normalmente esses beliscos são carboidratos, alimentos calóricos, como biscoitos, salgadinhos, doces, etc. O aconselhável é a pessoa colocar na cabeça agora e para sempre, que o correto é se alimentar de 3 em 3 horas. Nesses intervalos, devemos beber água.
- Comer e Beber: Quando nós comemos e bebemos ao mesmo tempo, além de facilitar o alimento a descer mais rápido, faz com que nossa sensação de saciedade demore de aparecer, e faz com que agente coma mais e mais. Quando ingerimos o líquido, ele expande a bolsa gástrica, dando mais espaço para os alimentos sólidos e isso é prejudicial principalmente para as pessoas que ainda insistem em ingerir bebidas gaseificadas.
- Proteína e Fibra: Para emagrecer é “simples”. Nosso gasto calórico tem que ser maior que o consumo. E esse é um dos motivos que temos que praticar atividades físicas com frequência, entretanto, concluíram que ao ingerir alimentos ricos em proteínas e fibras, nosso organismo utiliza bastante energia pra fazer a digestão desses alimentos, dessa maneira, comemos e emagrecemos. Então, se antes de nós irmos a academia, por exemplo, fazendo uma refeição com uma boa quantidade de proteína + fibra + carboidrato ... o resultado será incrivelmente satisfatório.
- Mantenha a disciplina: Após a cirurgia bariátrica (bypass gástrico=capella), o estômago fica do tamanho de um ovo de galinha literalmente, só que no pós-operatório imediato ele ainda é muito menor que isso, porque está inchado, grampeado, costurado, então um pequeno golinho de 20 ml de isotônico já nos deixa saciado, e ao passar do tempo, com a cicatrização, ele vai aumentando normalmente e vai cabendo mais alimento. Quando voltamos a comer sólidos ficamos saciados facilmente, só que quando o tempo passa, vamos percebendo que cabe mais e mais, só que na verdade, não foi seu estômago que dilatou, e sim, a sua habilidade para comer que já foi aprimorada. Após a cirurgia, nós somos um bebê com um novo estômago, e ainda vamos aprender a comer, e com o tempo nos acostumamos a comer corretamente, pegamos a habilidade de comer, e é aí que mora o perigo, pois comemos mais que devíamos devida essa nova habilidade. Então, cabe a cada um de nós nos policiarmos quanto à quantidade e velocidade de ingestão.
- Bebidas alcoólicas: Elas são um veneno para nós, principalmente a cerveja que é carboidrato líquido. Uma lata de cerveja equivale a 3 pães grandes. E as bebidas alcoólicas em geral, criam um efeito bloqueador no emagrecimento. A mensagem que o álcool manda para nosso organismo é: "Pare de queimar calorias agora".
- Mastigação: Pode-se dizer que influencia no reganho sim. Após a cirurgia, nós ficamos com pouquíssimo suco gástrico, principalmente quem fez bypass gástrico, pois só ficamos com 5% do ácido gástrico, e o restante fica no estômago excluído, dessa maneira, temos que mastigar, mastigar e mastigar para que o alimento já desça pré-digerido. Até costumamos brincar: “O estômago não tem dentes, então mastigue”. Quanto mais mastigamos, mais rápido ficamos saciados, pense nisso.
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sábado, 25 de maio de 2013
SÍNDROME DE DUMPING
Explicação Resumida
É a passagem rápida do conteúdo gástrico, ou seja, dos alimentos presentes no estômago, para o intestino, principalmente dos alimentos ricos em açúcar. Os sintomas comuns são náuseas, fraqueza, suor frio intenso, desmaios e diarreia após a alimentação. É necessário evitar os alimentos ricos em açúcar.
Perguntas frequentes sobre Dumping
1. Todos que operam tem dumping?
Não. Não é regra exata. Acontece com alguns e com outros não. Não dá para saber se você terá dumping ou não. Somente após a cirurgia, ingerindo os alimentos e verificando as reações que estes causam em você.
2. Como sei que estou tendo dumping?
Pelas sensações. As mais comuns são: sonolência, taquicardia, suor frio e moleza no corpo.
Outras sensações são enjoos e diarreias.
3. Existe algum remédio que eu possa tomar para que as sensações passem logo?
Não. Elas passam após um tempo. O ideal é que você permaneça sentado ou deitado, descansando e esperando as sensações passarem.
4. Quanto tempo duram as sensações?
Não existe um tempo exato. Isto varia de pessoa para pessoa. Pode demorar uns 10 a 15 minutos ou bem mais que isso.
5. Com quais alimentos posso ter dumping?
Qualquer alimento rico em carboidratos, principalmente alimentos que contenham um alto teor de açúcar como geleias, chocolates, doces em geral.
6. Existe "cura" para o dumping?
É bom ressaltar que o dumping não é uma doença e sim uma consequência de uma alteração física (o desvio do intestino) originário da gastroplastia. O que acontece é que, com o passar dos anos, o paciente já conhece todas as reações que cada alimento provoca e se disciplina, evitando aqueles que lhe causam dumping. A grande maioria não se importa com o dumping que passa a ser algo corriqueiro em sua rotina. O dumping poderá acompanhar um paciente pelo resto de sua vida.
É a passagem rápida do conteúdo gástrico, ou seja, dos alimentos presentes no estômago, para o intestino, principalmente dos alimentos ricos em açúcar. Os sintomas comuns são náuseas, fraqueza, suor frio intenso, desmaios e diarreia após a alimentação. É necessário evitar os alimentos ricos em açúcar.
Perguntas frequentes sobre Dumping
1. Todos que operam tem dumping?
Não. Não é regra exata. Acontece com alguns e com outros não. Não dá para saber se você terá dumping ou não. Somente após a cirurgia, ingerindo os alimentos e verificando as reações que estes causam em você.
2. Como sei que estou tendo dumping?
Pelas sensações. As mais comuns são: sonolência, taquicardia, suor frio e moleza no corpo.
Outras sensações são enjoos e diarreias.
3. Existe algum remédio que eu possa tomar para que as sensações passem logo?
Não. Elas passam após um tempo. O ideal é que você permaneça sentado ou deitado, descansando e esperando as sensações passarem.
4. Quanto tempo duram as sensações?
Não existe um tempo exato. Isto varia de pessoa para pessoa. Pode demorar uns 10 a 15 minutos ou bem mais que isso.
5. Com quais alimentos posso ter dumping?
Qualquer alimento rico em carboidratos, principalmente alimentos que contenham um alto teor de açúcar como geleias, chocolates, doces em geral.
6. Existe "cura" para o dumping?
É bom ressaltar que o dumping não é uma doença e sim uma consequência de uma alteração física (o desvio do intestino) originário da gastroplastia. O que acontece é que, com o passar dos anos, o paciente já conhece todas as reações que cada alimento provoca e se disciplina, evitando aqueles que lhe causam dumping. A grande maioria não se importa com o dumping que passa a ser algo corriqueiro em sua rotina. O dumping poderá acompanhar um paciente pelo resto de sua vida.
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sexta-feira, 17 de maio de 2013
Gravidez pós Gastroplastia
![]() |
| Chegado a hora de ir pro hospital. |
Esta é a minha cunhada, em Agosto de 2012 ela fez a Redução de Estomago (Fobi-Capela), tudo ocorreu perfeitamente bem, Graças ao bom Deus!
Mas logo em seguida, ela descobriu que estava grávida... Imaginem o susto para todos, a preocupação foi geral, fora isso ela ficou muito mal emocionalmente, pq não era o momento de uma gravidez, toda aquela vontade de emagrecer, "fora por água baixo", meu irmão se sentiu muito culpado, ele tinha dado todo o apoio pra cirurgia porque queria ve-la bem, e de repente a gravidez.... Mas Graças a Deus isso não demorou muito pra passar, e logo eles aceitaram a gravidez, ela fez todo o acompanhamento, tomou todas as vitaminas, continuou emagrecendo e hoje....
Ahhhhh e hoje.... neste exato momento ela esta na sala de parto, onde nosso pequeno Guilherme esta preste a estreia nesta vida. Com fé em Deus e seguindo todas as orientações da equipe médica deu tudo certo.
Que o Gui venha com muita saúde!!!!!
O parto será cesária, pois já vai tbem fazer a laqueadura, este será o 4° filho, éeehhh gente a família lá é grande.
Assim que tiver posto as fotos dele.
![]() |
| Sobrinhos e Cunhada |
*************
A gravidez de uma mulher que já foi submetida à cirurgia bariátrica é considerada mais segura e com menos riscos de complicações do que a de uma paciente obesa. Porém, os pesquisadores aconselham que as mulheres aguardem de 12 a 18 meses depois da cirurgia para tentar ter filhos.
O motivo é que o primeiro ano após a cirurgia é o período em que ocorre uma rápida perda de peso, que leva à instabilidade eletrolítica e nutricional. Esses fatores podem influenciar o desenvolvimento da gravidez, causando complicações.
Para os pesquisadores, é essencial que a mulher que passa por esse tipo de cirurgia receba também orientações relacionadas à gravidez e métodos contraceptivos, tornando-a apta a se planejar de forma consciente para uma gestação. Além disso, os autores destacam que não há uma razão que determine que essas mulheres precisem fazer parto cesariano.
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domingo, 12 de maio de 2013
A importância do tratamento psicológico na cirurgia bariátrica
A importância do tratamento psicológico na cirurgia bariátrica é de fundamental importância, pois aobesidade é uma doença difícil de tratar que envolve vários fatores como: hormonais, sociais e até psicológicos, e para que o paciente não sofra nenhum dano emocional é imprescindível que ele receba um acompanhamento psicológico.
Não há como prever como a obesidade interfere na vida de cada um. Há pessoas que não tem a autoestima abalada por estarem acima do peso, outras se sentem depressivas. As reações são as mais diversas dependendo de cada pessoa, mas imagine como uma pessoa pode reagir perdendo em um curto espaço de tempo uma média de 20 quilos?
Com certeza seria necessário um período de adaptação, para que tanto o corpo como a mente acostume-se com tantas mudanças. A maioria destas pessoas passou a vida inteira sentindo-se inseguras, insatisfeitas com vida, acostumados com uma alimentação farta e sendo julgadas até mesmo por membros da própria família.
E com a perda de peso de forma acelerada, muitas vezes o paciente não percebe imediatamente, as mudanças que seu corpo vem sofrendo podendo surgir nesta fase, os problemas psicológicos. A pessoa muda também completamente os seus hábitos alimentares e o psicólogo irá auxiliar neste processo fazendo com que o paciente entenda e saiba lidar com a nova rotina e as mudanças repentinas em seu corpo.
Por todos esses motivos ditos acima e vários outros que não foram citados é de fundamental importância a presença de um equipe multidisciplinar, pois além de evitar complicações,você conseguirá se adaptar as mudanças tão repentinas que seu corpo e sua mente passará.
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